Salve pessoas... Alias, não há mais pessoas por aqui...
Talvez os deuses quiseram que eu não mais colocasse meus mais profundos e escuros sentimentos aqui, no circo de julgamento humano onde é mais fácil julgar a minha vida como uma exposição do que respeitar meus pensamentos.
O fato é que estou acabado. Minha mente se foi, minha concentração e meu calculismo se tornaram lendas de um livro vazio. Não mais sinto-me um ser pensante e não consigo fazer mais nada além de vagar.
Meus olhos estão mais vazios e meu corpo carrega as marcas de uma árdua luta pelo fim de uma existência condenada; Quero dormir, mas não quero mais acordar. Quero continuar em meus sonhos escuros porém, ainda assim, mais coloridos do que minha própria vida.
Quem sabe o que realmente sou? O mundo está acabando, algo me diz. Basta aguardar três anos e poderei ver o fim de meu maior fardo: A humanidade. Se somos dignos de viver? Não acredito. Como tudo, tivemos nossos tempo, porém, jamais provamos nada além de nossa insignificância.
As intimidades de uma pessoa são hoje o divertimento do próximo. Minha mente, nua às foices e tochas, não mais pode aguentar o choque de ter que lutar. Pedi a muitos, mas nenhum atendeu. Gritei nomes, evoquei seres... Mas por fim, não sou mais nada além de uma criança com medo e frio.
Darvius, o Bardo das Trevas
Sonata Arctica - Juliet
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