segunda-feira, 8 de junho de 2009

Mais um dia...

Se você quer ler alguma coisa, vá para asdaironia.blogspot.com. Isso daqui não é da sua conta.

Há quanto tempo não escrevo aqui... O tempo passa mais rápido quando se esquece do se sente. As coisas à minha volta mudaram tanto, que é inacreditável que eu tenha voltado aqui, no centro de minhas memórias mais amargas.

Não posso dizer que a vida me é ruim, porém, é válido lembrar que a vida boa para os outros não necessariamente é a que mais me agrada. Mais uma vez tenho dúvidas e, no lugar da luz que me levou para um caminho bom, estou nas trevas.

A esperança foi substituída pelo medo sombrio de estar errado. Quem nunca esteve errado? Meu tempo passa rápido, tenho apenas alguns anos antes do fim e ainda tenho dúvidas se peguei o caminho certo.

Não que no fim faça alguma diferença. A faculdade é para mim, algo muito além do que ela realmente é. Ela é uma canalizadora de conhecimento, uma focalizadora de mentes. Porém, sabe-se que eu não sou do tipo que se focaliza em coisas mundanas.

Minhas fixações aqui são frívolas, "coisas da vida". Estou tão errado assim? Há três anos escolhi o melhor, porém, agora começo a questionar se fui longe demais com o meu livre-arbítrio e fugi além do que me era permitido fugir da história.

Meu destino não foi traçado, porém, a falta de vida e de magia dos meus dias me faz pensar onde eu errei. No fundo, estou preocupado, triste e bem perto de explodir de novo... A terceira explosão em um ano só pode significar o pior.

Aqui, vivemos um dilema: O que se faz é pouco e o que não se faz é muito. Lembro de quando isso não me afetava e tudo parecia um filme, onde eu sequer era o ator principal. Lembro também de quando eu conseguia tapar feridas com palavras e calor... Tempos distantes agora.

Neste momento, mais do que nunca, me sinto completamente distante de quem sou. Não mais me vejo no horizonte e pior: as vezes vejo apenas flashes do que eu poderia ser. O meu controle sobre mim mesmo é tão diminuto, que agora sedo à qualquer vontade.

As coisas mudam, alias, são feitas para mudar. Já eu, não. Eu não deveria mudar. Não deveria me preocupar com esses anos que voam por mim. Agora, não só me preocupo como tenho dúvidas. A mágica do último recurso não me parece nem de longe uma solução, o que pode alterar minha história para sempre.

Estou em uma crise de identidade, agravada por noites mal-dormidas, uma alimentação péssima, constantes mudanças de ambientes e uma ponta de depressão, que sempre me faz companhia nas noites mais geladas.

No fundo do meu ser, quero deixar tudo, dar tempo ao tempo e aguardar o fim triunfante. No meio do meu ser, quero apenas acabar o que comecei, concluir o curso no prazo, vencer os desafios e tudo que me é proposto. Na borda do meu ser, sou mais um na multidão de mortos-vivos que perambulam babando conhecimento falso por todo o mundo.

Não sei quanto tempo vou aguentar, preciso de ajuda. Agora.