Uma chuva fina caia sobre a cidade de Alderin. Em sua periferia, tudo estava escuro, exceto uma grande porta dupla de madeira, de onde fugia uma luz amarelada. Do lado de fora, uma placa de madeira desgastada mostrava o espetáculo da noite enquanto de dentro da taverna, uma agradável cantiga soava:
"Oh at dawn
I'll pray at the edge of thorns
Oh at dawn
I'll face the edge of thorns"
À medida que seus olhos se acostumaram com a escuridão, você nota um vulto por entre o véu da chuva. Esse vulto, com um manto grosso e negro, se senta próximo a placa e começa a balbuciar:
enfim posso até te tocar.
Agora não vejo mais sombras,
apenas seu rosto ao luar.”
“Fizeste da noite uma jóia
para a terra sem razão.
Os homens ingratos puniram-na
e não criastes o perdão.”
“A ira que foi teu caminho.
Da morte nasceu o luar,
de suas lágrimas nasceu um rio
e teus sonhos fizeram o mar.”
“Sem sangue não cruzei os espinhos
sem dor, aqui nunca cheguei.
Agora que sei o caminho
sem tu, jamais partirei.”
“Tenebra eu sei que me olhas
tua esperança me toma a razão.
Já sei, da morte que vive
mas daqui não vais me levar.”
O vulto se levanta e tira seu manto. A escuridão lhe permite enxergar um elfo antigo, um elfo negro de cabelos tão escuros quanto à noite. Um elfo que te encara por um momento, sorri, estende a mão e de seu lado, surge a figura de uma dama com a pele tão clara que reluzia a toda a luz. Seus olhos eram tão escuros, que ofuscavam a visão na noite e sua roupa púrpura emanava uma aura estranha.
Da taverna sai um anão bêbado, que te chama à atenção, e de repente, os dois se foram, sem deixar rastros. O anão se senta no mesmo lugar que antes estava o bardo elfo e começa a cantar...
sua esperança me toma a razão.
Já sei, da morte que vive
mas daqui não vais me levar."