Somente na insanidade eu faria algo como o que estou fazendo. Revelando um texto há muito escrito e lido somente nos meus mais profundos sonhos. Quantos dias contei até poder mostrá-lo a todos? Para a minha sorte, todos não passam de alguns grandes amigos. Sou tolo? Não. Sou um bardo. É minha sina propagar a história, propagar a verdade e como farei isso se não sou verdadeiro comigo? Estou aqui sozinho. No túnel à minha frente, apenas uma luz fraca, uma lâmpada velha e esverdeada. A medida que caminho, o que posso dizer? Apenas digo o que vejo. Andei e vi um pequeno grupos de pessoas. Bons amigos, sim, mas nunca tiveram o aval para entrar em minha mente. Ora, você leitor sabe que é verdade. Quem sou? Sei tanto sobre os outros e me revelo mais uma face escura na multidão. Sou especial? Claro que não. Louco sim. Especial não.
Não escrevo pela beleza das palavras pois é por isso que leio. Apenas escrevo porque é a última forma que conheço de escoar meus sentimentos. A tinta negra que escreve minha vida faz e fará parte de meu começo, meio e fim. Meus textos são desvirtuados, sem sentido. Afinal, o que esperava? Minha mente flui tão rápido por meus dedos, que mal posso acompanhar. Repare a pressa em não reparar em meus erros. Daí esses textos confusos. Me esforcei, mas digo. Foram poucos os que penetraram minha mente e se ajustáram à meus pensamentos, desenvolvendo um laço tão forte quanto o da loucura.
Por fim, sei que não estou sozinho, mas me sinto culpado em não retribuir o que penso. A todos meus amigos, minhas sinceras desculpas. Prezo demais a vocês para jogá-los na rede insana de meus sonhos. Vivi por tantos séculos que hoje o tempo me mata. Me leva o que h´ade precioso, mas continua trazendo à minha praia, pessoas como você, leitor, que um dia poderá ler todos os meus textos.
Darvius Alexandros III
O Bardo das Trevas