Há tempos não olho para o céu e vejo a Lua. Há tempos parei de fazer essas coisas simples, que nos levam cada vez mas longe em nossas vidas. Acho que acabei mudando, virando alguma coisa que me tentava há tempos também. Os tempos realmente são outros, mas eu não esperava mudanças maiores para mim. Nunca achei que deixaria de ver a Lua e as estrelas durante minhas viajens, nunca imaginei que deixaria em paz tantas pessoas importantes para mim, nunca sequer sonhei em criar um local público para escrever sobre minhas idéias... Como pude mudar tanto.
Não mais penso em uma série de coisas que não tenho liberdade de discutir aqui, não mais cumpro as coisas que mais me agradaram no passado e mesmo assim, me sinto leve e feliz. Não sinto mais um vazio em minha alma, como se eu tivesse esquecendo de minhas verdadeiras intenções e de meus ideais. Talvez isso seja bom... Talvez eu tenha me conformado com as coisas que vejo e preferido novamente me fechar em meu mundo de loucura para que ninguém jamais me encontre. Eu sei onde isso me leva. Sei da armadilha que estou entrando e sei como sair dela. Parece que me acomodei a todos os meus problemas sozinho, para variar. Parece que conciliei meus dois mundos, e agora, tudo que faço aqui não mais reflete minha pessoa trancada.
Alguns chamam isso de liberdade total. Eu chamo isso de farça. Vejo que Nimb zomba-me com seus melhores dados, e que cedo ou tarde minha sorte acaba, e eu cairei novamente no clássico buraco vazio de onde vim.
Ao leitor, peço desculpas, já que este é um texto que não deveria ser publicado aqui. Se não ficou claro o que estou dizendo, é porque talvez você não me conheça tão bem quanto pensa conhecer. Se ficou confuso, peço que leia novamente o título deste local onde você se encontra. Lembro-te de que aqui escreve um bardo que há eras tombou para o lado da loucura e que em sua lápide apenas deseja ter escrito "Do pó ao pó" em letras frias e sem cor. Esse é o meu mundo, bem vindo a ele.
Darvius Alexandros III
O Bardo Louco.