terça-feira, 29 de abril de 2008

Hermetismo

Caro leitor, o material abaixo é ligeiramente pesado e complicado. Se não entender nada, é porque ele não foi direcionado à você. Essa realmente é uma coisa que eu não ousaria discutir com qualquer um, já que são idéias particulares, de experiências particulares e de conceitos particulares.

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Há anos não penso no Hermetismo. Não sei se era o fato de eu estar mentalmente acomodado às minhas crenças ou se foi o fato dos eventos recentes terem fechado minha mente. Ao leitor, já aviso que esse texto se mostrará inútil àqueles que não conhecem a palavra ou nunca ouviram falar das fantásticas teorias herméticas.
Imaginar o tudo como ele realmente é exige tanto de nossa mente, que demorei alguns dias para me reposicionar quanto às "leis" herméticas. fiquei perdido por um tempo até me lembrar que o que eu vinha lendo em outros lugares tratavam exatamente sobre isso e que finalmente tenho maturidade para dizer que consigo ver de relance os fundamentos do hermetismo em nosso universo.
Foi na frase apresentada por um bom amigo de taverna que este bardo voltou às origens, já que foi o hermetismo que de fato abriu minha mente a idéias novas, absurdas e tremendamente enlouquecedoras. Uma explicação bem básica e interessante do hermetismo, olhando pelo lado prático, sem se prender à todos os fundamentos que o precedem provavelmente já é de domínio do leitor. Se não o é, permitam-me os iniciados que eu use termos grosseiros para explicar algo tão complexo e maravilhoso:
A maneira mais simples de se explicar o conceito é dizer que tudo é mental. Tudo é feito de pensamentos e idéias. Nossas idéias podem ganhar vida de acordo com nossa vontade e por tanto, nós homens criamos dos Deuses até nossos próprios destinos, tudo traçado no fluxo de pensamentos do Todo. Em resumo, isso nos daria o poder de usar nossas mentes para alterar a realidade indiretamente ou modificar partes do plano mental de forma a nos favorecer.

Desse conceito egoísta, nos fica claro que trata-se da visão mais grotesca o possível de algo que consumiu séculos para ser trazido à vida. Mas usando esse conceito, é interessante trabalhar com a idéia de que por mais que criemos nossos Deuses, todos eles existem ao mesmo tempo, sem que nenhuma crença se choque. Da mesma forma vale pensar que quando solidificamos parte desses efeitos mentais através de nossa vontade, temos efeitos reais, materiais e tangíveis.
Se a mente humana sozinha é muito limitada para criar uma sala com o pensamento que flui o universo, milhares de mentes são poderosas o bastante para criarem seus deuses, seus santos e todos os tipos de efeito.
A complexidade do hermetismo sempre pede mais estudos, mas seus efeitos são tão fáceis de se mostrar na prática, que qualquer pessoa curiosa conseguiria ter seu efeito material (os céticos provavelmente não têm força de vontade o bastante para ter esses efeitos, claro).

Falando em céticos, o ceticismo é além do que muitos pensam. Não é a arte de duvidar, mas sim a arte de ter a curiosidade de correr para descobrir e aceitar resultados. É se empolgar ao encontrar uma trilha para o desconhecido, e não recusá-la por está já ter sido usada antes. Do cético devem partir teorias que tentam provar algo que ele não acredita e não dúvidas que nem mesmo ele nem os deuses podem responder. Sei que todos os meus leitores são sumariamente céticos sem saber o ser. Eu já fui cético, sou cético, mas de tanto quebrar a cara, tenho tudo que me é necessário para crer nos materiais que apresento aqui.

O pensamento é forte, apenas deve ser trabalhado. Mas não seja levado pela teoria hermetista! Não deixe que ela atrapalhe seu julgamento como uma vez fez comigo há vários anos. Seu julgamento é tão poderoso quanto qualquer pensamento.

Darvius Alexandros III
O Bardo das trevas.