Com som da chuva
tais notas soaram
das mãos de um velho bardo.
As notas tão tristes,
lá-menor entoadas,
pelo vento foram levadas.
Além dos muros foram voar,
além dos muros foram cantar,
além de tudo foram mostrar,
que o bardo ainda é lei.
Cantadas por um cego
que não ousa ver
apenas deseja sentir.
O fluir da vida
ele vai temer
se os olhos um dia abrir.
Na escuridão
de sua razão
o bardo ainda à sorrir.
Na ilusão
do que há de vir
o bardo ainda canta feliz.
Não há como negar
o bardo está a cantar
as leis de tudo que se criou
na visão de quem ganhou.
O bando é velho,
além do tempo,
sabe o que conheceu.
O bardo é cego
mas já viveu
e o mundo já conheceu,
A vida já não quer mais
pois tudo o que viu morreu.
E como o tempo e o vento,
seu brilho já se perdeu.
Darvius Alexandros III
O Bardo Louco