quarta-feira, 14 de maio de 2008

O Bardo e a Dama

Seguia então o bardo sentado na velha e poeirenta taverna, olhando os passantes sem tocar. Com uma pequena inspiração para uma música, o bardo sacou seu alaúde e pôs se de pé, ao passo que começou sua música e meu poema:

"O amor é para tolos"
Disse o bardo sem pensar.

"O amor é para poucos"
Disse a dama com um olhar.

O bardo olhou a dama,
já estava à odiar.

A dama olhava o bardo
com desdem a demonstrar.

O bardo retrucou a dama:
"O amor não começou..."

Mas a dama em fulgor falou:
"O amor, não experimentou."

E o bardo, já pensando
colocou-se em seu lugar:

Não amara nem sua vida
mas agora estava a amar.

A dama fez ao bardo
um suspiro de razão:

Já estava encantada
com o bardo e sua emoção.

Os dois já se olhavam
nada mais além do ver.

Os dois se encantaram
quando viram o amor nascer.

Darvius Alexandros III
O Bardo Louco