Seguia então o bardo sentado na velha e poeirenta taverna, olhando os passantes sem tocar. Com uma pequena inspiração para uma música, o bardo sacou seu alaúde e pôs se de pé, ao passo que começou sua música e meu poema:
"O amor é para tolos"
Disse o bardo sem pensar.
"O amor é para poucos"
Disse a dama com um olhar.
O bardo olhou a dama,
já estava à odiar.
A dama olhava o bardo
com desdem a demonstrar.
O bardo retrucou a dama:
"O amor não começou..."
Mas a dama em fulgor falou:
"O amor, não experimentou."
E o bardo, já pensando
colocou-se em seu lugar:
Não amara nem sua vida
mas agora estava a amar.
A dama fez ao bardo
um suspiro de razão:
Já estava encantada
com o bardo e sua emoção.
Os dois já se olhavam
nada mais além do ver.
Os dois se encantaram
quando viram o amor nascer.
Darvius Alexandros III
O Bardo Louco