sábado, 3 de maio de 2008

A Lua que Quase Se Rima

O dia se mostra hostil à minha presença
Nele não posso existir
Nem ter um estado de mente
Que me permita fugir
De tudo que me atormenta
Das coisas que vejo ruir.

No dia minhas dores se mostram
Matam o meu belo viver
Ofuscam meus olhos cansados
Que esperam um dia morrer
Sob as noites que os dias tornam
Noite bela que há de nascer.

Nos dias de vida que tenho
Vivo apenas a ver passar
Os dias, as horas os meses,
Os dias que vão me matar.
A Lua que em meus olhos tenho
Na sanidade me faz estar.

Não juro amores pela Lua
Pois meu amor há de morrer
Minhas juras hão de ser falsas
Minha mente pode descrer.
Meu carinho pela luz sua
Não é digno de meu escrever.

Darvius Alexandros III
O Bardo Louco