domingo, 27 de abril de 2008

Um pouco de meta-pensamento.

Um dia, meus caros leitores, eu fui completamente cego. Cego por minha razão orgulhosa de achar que sabia. Foi muito doloroso e me custou muito perder esse orgulho e para, aos poucos, abrir os olhos para a realidade à minha volta. Muitos trabalharam para que eu retomasse minha capacidade de filosofar, no sentido da palavra. A minha curiosidade voltou aos poucos até que pude me devotar aos estudos para saciar meu desejo extremo pelo saber. Eu queria saber o porque de tudo e ainda o quero. A grande vantagem de descobrir o porquê das coisas é que sempre podemos argumentar contra o as respostas dos próximos porquês. O grande problema é justamente o fato de que uma avalanche impiedosa de porquês te assombram impiedosamente a cada resposta que você obtem. O leitor que está me lendo agora sabe o que é isso, porque apenas os conhecedores da arte do pensar lêem essas cartas. São os únicos que não me dizem louco. Essa avalanche impiedosa nos leva a desistir de todos os conhecimentos que obtemos para voltarmos à cegueira original. É isso que eu invejo: A cegueira. Os que não querem saber se há a verdade, se há deuses em uma cidade de prata ou se há realmente a morada única para os mortais. Esses são os sábios: Aqueles que preferiram a sanidade ao precioso bem que é o saber.

Darvius Alexandros III
O Bardo das Trevas