À um velho amigo, que não deve se lembrar de mim, mas que um dia inspirou minha vida.
Amigo,
Tanto lhe devo por tudo
que me envergonho em pensar
como dui te deixar
acusando-lhe de afundar
em lazarenta lama.
Hoje sou eu que peço
o que um dia pediste:
A desculpa por todo o tempo
que deixamos de passar.
Hoje vejo que errei
o barco que escolhi
não é o que tanto desejei;
Estavas tão certo como está.
Se um dia feri à você,
feri mais à mim,
alias, por você eu morri,
minha vida perdi para sempre.
Valeu a pena, me pergunto.
Valeu sim. Você não se lembra,
mas vivo estás: Tudo já vale.
Amigo se um dia veres
a veste que hoje uso
verás o fim que tomei com orgulho
e que a mortalha me cai bem.
Se me cai bem, mereço.
Se me faz mal, esqueço.
Mas sua vida vale,
é o que importa, o que prevalece.
Darvius Alexandros III
O Bardo das Trevas