Já dizia um de meus autores preferidos quanto ao universo:
1-Área: Infinita
O Guia do Mochileiro das Galáxias oferece a seguinte definição para a palavra : "Infinito":
Infinito: Maior que a maior de todas as coisas e um pouco mais que isso. Muito maior que isso, na verdade, realmente fantasticamente imenso, de um tamanho totalmente estonteante, tipo "puxa, isso é realmente grande!". O infinito é tão totalmente grande que, em comparação a ele, a grandeza em si parece ínfima. Gigantesco multiplicado por colossal multiplicado por estonteantemente enorme é o tipo de conceito que estamos tentando passar aqui
Ele dizia também que:
Se um dia alguém descobrir para que serve o universo e por que ele está aqui, ele desaparecerá instantaneamente e algo ainda mais estranho e improvável o substituirá.
Mas o principal e que sempre me tocou foi:
“O universo é grande. Grande, mesmo. Não dá pra acreditar o quanto ele é desmesurada, inconcebível, estonteantemente enorme. Você pode achar que da sua casa até a farmácia é longe, mas isso é café pequeno pro Universo.”
O universo foi concebido para o homem ou pelo homem? A diferença fundamental nessa pergunta é simples: Se não existisse vida no universo, ainda assim ele existiria?
O que quer que tenha tido o senso de humor para criar uma coisa tão bizarramente complexa como o nosso universo certamente pensou em habitá-lo: A parte mais legal de um feito é contá-lo para o próximo.
E assim, quando o grande criador (o grande lenço branco, ou deus, ou deuses, ou o que quer que seja) habitou o universo, ele passou à ser reconhecido como "O" cara. Veneraram ele, mataram o filho dele e até criaram guerras para decidir qual nome era o ideal para clamá-lo.
A inocência pode nos levar à crer até que o universo e esse "O" cara são os mesmos! Aí está o ledo engano. Se são os mesmos, então fomos concebidos pela natureza e não é possível que as coisas sejam tão simples assim. Alias, se fossem simples assim, neste exato momento, o universo estaria se contorcendo para parecer algo diferente.
O universo é uma ferramenta criada pelO cara. O universo deu condições para que a vida fosse concebida e que "O" cara pudesse se divertir às nossas custas. De qualquer forma, o universo não passa de uma réplica de nossas mentes. Tudo que existe, nós temos acesso e podemos editar, excluir, salvar... A grande vantagem foi manter o universo como um grande código fechado: Estável, seguro, porém com um alto preço por seus serviços.
Já dizia um outro CARA, alias, um Deus... Desculpa. Três Deuses em um, que o universo era um resultado direto de nossas concepções e de nossos pensamentos e vice-e-versa. A recursão anterior nos permite entender que o universo acontece em nossas mentes, porém, nós acontecemos ao mesmo tempo no universo. Confuso? E eu é que sou o louco.
Quando "O" cara fez o universo, ele quis ter certeza de que poderia criar centenas de raças, civilizações, bichos, fantasmas, robôs-com-37-vezes-a-idade-do-universo e administrá-los sem muito trabalho. Para isso, ele permitiu que nossas vontades fossem interpretadas e consumidas pelo próprio universo, que nos daria o que quer que desejássemos com maior intensidade.
Assim, "O" cara se veria livre de bilhões de pedidos por segundo e teria mais tempo para cuidar de seus outros universos mais importantes e bem feitos. O que Ele ("O" cara) não contava é que os humanos, justo a terceira raça mais capaz intelectualmente, fosse ter a grande idéia de trapacear o universo todo.
Vários humanos passaram à alterar o universo de acordo com sua vontade e, quanto maior essa vontade, maiores eram as alterações. Algumas leis do universo jamais puderam ser transpostas, porém, muito do impossível tornou-se possível.
Mas o que é realmente interessante nisso tudo é que, por mais que eu possa ter tudo que o universo me der à partir de sua manipulação, o que eu realmente mais desejo na atualidade está além das leis do próprio universo: Uma continuação para o fantástico "O guia do Mochileiro das Galáxias" do fabuloso Douglas Adams que, infelizmente, foi requisitado pelO cara para contar a maior história de todas as histórias que está escrita na sua "trilogia de quatro livros" no ano de 2001.
Uma pena que nem tudo no universo possa ser conseguido com uma toalha e uma velha bolsa de compras perdida há anos...
Darvius Alexandros III
O Bardo Louco