domingo, 15 de junho de 2008

15 Minutos.

No universo, tudo pulsa, tudo possui sua frequência de vibração, tudo em função do tempo. Assim disseram os sábios. Os mesmos sábios certa vez, ao se deparar com a morte, viram o tempo mudar de forma extraordinária. Para quem ainda viverá cem anos, um dia é apenas um ínfimo do seu viver. Mas aquele que viverá por quinze minutos, cada segundo é de preciosidade extrema. É o segundo que faz decidir muitas das vezes em que a pessoa deixa de morrer. Nesses segundos é que o suicida pensa, pela última vez, em não puxar o gatilho. Nesse segundo, o salvador percebe o valor de sua vida e nesse mesmo segundo, a vítima toma consciência de seu assassino.
São apenas segundos que você, leitor, pode jogar fora, alias, o faz. São segundos que passam despercebidos por você, que ao ler essas linhas, dispôs de vários de seus segundos. Porém sei eu que o leitor não é um suicida, não é um salvador, muito menos uma vítima. Mas quem sabe o que Nimb nos reservou para o amanhã? Não se preocupe, os 15 minutos de consciência são seus e nada nem ninguém pode negá-los.
Esse mesmo tempo é o que acabamos por distorcer em função de adquirirmos novos tons de vibração. Nesses segundos, nos elevamos ao nosso plano do pensamento, só para escapar dessa realidade insana. Ai dos que nos culpam. Vivo aqui por opção minhas (assim espero), porém, daqui posso sair quando eu quiser.
O leitor, que agora se perdeu em minhas palavras, apenas procura a relação entre o tempo, a vibração e os suicidas, pois então eu falo-te a relação:
O tempo nos limita.
O suicida sofre tanto, que a vida não lhe é mais bem vinda.
A vibração define o nosso plano.
Viu a relação? Não? Realmente, ela não existe. Apenas estava com vontade de me lembrar do ir e vir (vibração) dos suicidas e do tempo de consciência (fantástico) que eles têm antes da morte.
Acontece. A culpa não é minha, caro leitor: É sua por você não estar me acompanhando deste lado da linha da loucura.

Darvius Alexandros III
O Bardo Louco