Houve um tempo em que soubemos do que se tratava a vida. A vida, já foi "aquilo que é constituído de material vital" e ironicamente, achamos uma excessão. O caso é que nossa jornada sempre apontou para o lado errado. Não é necessário definir o que é vida, já que vivo é tudo aquilo que não está morto.
A verdadeira jornada ruma à uma caixa de pandora que nos foi dada há muitos milênios atrás: A consciência. O que faz nossa vida valer acima da de todos os outros seres de nossos sistema solar é justamente a nossa consciência. Pandora nos deu aquela caixa por apenas um motivo: Nós temos o dever de passar um dia essa caixa para frente e sofrer a mesma conseqüência que um dia Pandora sofreu.
Definir o que é consciência está tão além do nosso pensamento que coloca em xeque até mesmo o nosso livre-arbítrio, que se vê proibitivo nessa questão. "Cogito, ergo sum" já fora uma resposta plausível, porém, não seria o pensar independente uma conseqüência de nossa consciência?
Temos a idéia de consciência tão profundamente inscrita em nossas almas, que valorisamos as pessoas de acordo com o nível de consciência que elas aparentam ter, sendo assim, fácil manipular aos sentidos.
Pensar sobre o pensamento, o meta-pensamento, é difícil pois não há o que se observar, ou melhor: O que observamos está em uso para nós mesmos.
Imaginemos o ser humano em seu mais inicial estágio de consciência: De onde ela veio? Teria o nosso DNA a capacidade de nos trazer lembranças de outras vidas (de nossos antepassados) o bastante para nos dar uma pequena idéia de mundo?
O que é a nossa vontade? A nossa ânsia pelo saber, pelo fazer e pelo querer? O que é o vazio que sentimos e que nos fáz parar, pensar e ter as idéias mais fundamentais da consciência humana filosofadas em nosso consciênte?
Talvez seja apenas isso que nos separe de uma máquina. Talvez, o fato de criaturas consciêntes estarem por trás de modelos matemáticos que simulem um comportamento baseado no querer, no poder e não na aleatoriedade das ações seja um trabalho impossível de nós, humanos, fazermos.
Porém, acredito que talvez o nosso querer, saber e poder seja tão simples quanto jamais pensamos e por isso, não conseguimos enxergar. A nossa caixa de pandora está vazia. As punições pela nossa insolência toma os céus e nós ainda não criamos nada, não demos origem aos ciclos.
Voltarei à comentar sobre a consciência, que é atualmente a única coisa que tem tomado meus pensamentos.
Darvius Alexandros III
O Bardo das Trevas